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Análise da partida entre Arsenal e Manchester United
Logo após assumir interinamente o comando no lugar de Ruben Amorim, demitido do cargo, Michael Carrick rapidamente deu uma nova cara ao estilo de jogo do Manchester United. Mesmo diante de um desafio enorme contra o Manchester City, o treinador inglês de 44 anos conduziu os Red Devils a uma vitória surpreendente por 2 a 0 sobre um dos candidatos ao título da Premier League.
Mais importante ainda, esse triunfo não foi fruto do acaso, mas sim do claro impacto tático de Carrick. Sob o seu comando, o United apresentou uma organização defensiva extremamente disciplinada, neutralizando completamente as principais armas ofensivas do City. Apesar de maior posse de bola, os visitantes não conseguiram acertar nenhum chute no alvo.
Em contraste com a dificuldade ofensiva do City, os contra-ataques do United foram rápidos, bem executados e cheios de perigo. Na prática, os dois gols marcados não refletem totalmente o número de chances criadas. Não fosse a grande atuação do goleiro Donnarumma e três armadilhas de impedimento que anularam gols claros, o City poderia ter saído de Old Trafford com uma derrota ainda mais pesada.
Em resumo, o Manchester United dá sinais evidentes de recuperação após a mudança no comando técnico. Isso serve como base de confiança para Bruno Fernandes e companhia antes da visita ao Emirates Stadium para enfrentar o Arsenal. Em termos de forma, o Arsenal, com uma sequência de 12 jogos invictos (nove vitórias), leva vantagem.
Ainda assim, os Gunners não podem se dar ao luxo de subestimar o adversário. O United pode tropeçar contra equipes mais fracas, mas costuma ser extremamente competitivo em jogos grandes. Nesta temporada, já venceu Chelsea e Liverpool, empatou com o Tottenham e, mais recentemente, derrotou o Manchester City. Somado ao clima positivo após a saída de Amorim, o time de Carrick tem totais condições de arrancar pelo menos um empate do Arsenal.
