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Análise da partida entre Colombia e France
Depois de encerrar sua curta preparação nos Estados Unidos na madrugada da próxima segunda-feira, a seleção da França enfrentará a Colômbia em um amistoso internacional em Washington DC. Antes disso, Les Bleus tiveram um teste bastante positivo ao vencer o Brasil por 2-1, resultado que deixa claro o quanto estão levando a preparação para a Copa do Mundo de 2026 com máxima seriedade. Ao escolher consecutivamente adversários sul-americanos de alto nível, a equipe francesa demonstra que quer ser testada no mais alto grau de exigência antes do maior evento do futebol mundial.
A Colômbia também tem seguido uma linha de preparação igualmente ambiciosa. Seus dois amistosos mais recentes foram contra grandes seleções europeias. Depois da derrota apertada por 1-2 para a Croácia, a equipe sul-americana agora terá pela frente a França, que vive excelente fase e soma oito partidas seguidas sem perder, com sete vitórias nesse período, desde a dramática derrota por 4-5 para a Espanha na semifinal da Nations League de 2025.
Para Didier Deschamps, este duelo está longe de ser apenas um amistoso comum. Trata-se de uma peça importante dentro do seu projeto para buscar o título da Copa do Mundo de 2026. Como um dos raríssimos nomes a conquistar a Copa tanto como jogador quanto como treinador, o técnico francês sonha com sua segunda taça mundial no comando da equipe. Além disso, este torneio na América do Norte deve ser sua última competição à frente de Les Bleus. Diante da enorme profundidade de elenco que a França possui atualmente, a escolha dos convocados se tornou uma das tarefas mais complicadas de Deschamps. Por isso, o confronto com a Colômbia será uma oportunidade valiosa para continuar reduzindo a longa lista de candidatos à viagem rumo à América do Norte.
Depois de utilizar uma formação praticamente titular diante do Brasil, a tendência é que Deschamps faça algumas mudanças neste amistoso para observar melhor opções alternativas. Isso pode abrir espaço para jogadores menos utilizados, como Pierre Kalulu, Rayan Cherki e o experiente vice-capitão N’Golo Kante, começarem a partida. Será a ocasião ideal para que atletas considerados reservas mostrem seu valor em meio a uma disputa cada vez mais acirrada por vagas na Copa do Mundo.
Do outro lado, a Colômbia há muito tempo é vista como uma “zebra” perigosa em Copas do Mundo e continua sendo uma seleção capaz de surpreender qualquer adversário. A derrota por 1-2 para a Croácia no meio da semana foi, na verdade, o primeiro revés da equipe comandada por Nestor Lorenzo em um ano inteiro. Embora Jhon Arias tenha colocado os sul-americanos em vantagem logo no início em Orlando, os dois gols sofridos antes do intervalo acabaram determinando a derrota.
Ainda assim, a Colômbia pode se orgulhar da consistência demonstrada ao longo dos últimos 12 meses desde a derrota para o Brasil em março do ano passado. Além de manter um alto nível de competitividade, a equipe também tem mostrado regularidade no setor ofensivo. O fato de ocupar atualmente a terceira colocação nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 reforça o quanto este grupo é perigoso. Por isso, o duelo contra a França será um teste extremamente importante para medir exatamente o nível real da Colômbia entre os possíveis candidatos a surpreender no Mundial.
Além dos aspectos táticos e coletivos, o próximo jogo também pode marcar alguns feitos individuais de grande destaque. James Rodriguez, que já soma 123 partidas pela seleção colombiana, está muito próximo do recorde de jogos pela equipe nacional, atualmente pertencente a David Ospina, com 129 atuações. Ao mesmo tempo, Kylian Mbappe também está perto de alcançar uma marca histórica com Les Bleus. Caso marque uma vez contra a Colômbia, o atacante igualará o recorde de 57 gols de Olivier Giroud pela seleção francesa. Se balançar as redes duas vezes, Mbappe se tornará oficialmente o maior artilheiro da história da França.
